Ir para o conteúdo

Cores da coleta seletiva: as 10 cores e como separar

As cores da coleta seletiva identificam os resíduos: azul para papel, vermelho para plástico, verde para vidro e amarelo para metal. O código brasileiro tem dez cores, incluindo marrom para orgânicos, preto para madeira e cinza para resíduos gerais não recicláveis ou misturados. A cor orienta a separação; a aceitação de cada item deve ser confirmada com quem faz a coleta.

Homem coloca papel no coletor azul de um conjunto identificado para papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos.

Quais são as 10 cores da coleta seletiva?

O código brasileiro de cores está na Resolução CONAMA nº 275/2001. Ele identifica os tipos de resíduos, mas não garante que todos sejam recebidos pela coleta do seu município.

CorIdentificação no código
AzulPapel e papelão.
VermelhoPlástico.
VerdeVidro.
AmareloMetal.
PretoMadeira.
LaranjaResíduos perigosos.
BrancoResíduos ambulatoriais e de serviços de saúde.
RoxoResíduos radioativos.
MarromResíduos orgânicos.
CinzaResíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.

Azul é papel. Vermelho é plástico.

Essa troca aparece com frequência no atendimento consultivo da Uniplasti. Uma folha de papel de escritório pertence à identificação azul; uma embalagem plástica pertence à vermelha. Em ambos os casos, confirme as condições de entrega exigidas pelo serviço que recolhe o material.

Para reduzir a confusão, escreva o nome do resíduo junto à cor e acrescente exemplos do próprio local. Em um escritório, “papel e papelão” costuma ser mais esclarecedor do que apenas “recicláveis”. A identificação escrita também ajuda quem tem dificuldade para distinguir cores.

Exemplos para organizar a sinalização, sempre sujeitos à aceitação do coletor:

  • Azul: folhas, jornais e caixas de papelão secos, sem mistura com restos de comida.
  • Vermelho: embalagens plásticas vazias, separadas de seu conteúdo.
  • Amarelo: latas e outras embalagens metálicas aceitas na operação.
  • Verde: garrafas e potes de vidro aceitos pelo serviço. Não trate qualquer objeto que pareça vidro como equivalente a uma embalagem.

O detalhamento de materiais e cuidados está no guia sobre plásticos aceitos na lixeira vermelha.

Cinza, preto e marrom: três destinos diferentes

Cinza não é uma cor livre para qualquer resíduo

No código CONAMA, cinza identifica o resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado sem possibilidade de separação. Usá-lo como “coringa” para papel e plástico recicláveis pode contradizer a sinalização e dificultar a orientação.

Também não se deve chamar automaticamente de rejeito tudo o que a coleta de bairro recusa. Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, rejeitos são os resíduos para os quais se esgotaram as possibilidades de tratamento e recuperação por processos disponíveis e economicamente viáveis. Pode existir outra rota adequada para um material não recebido naquela coleta.

Preto identifica madeira

Preto não substitui cinza. Se o estabelecimento gera madeira, confira com o destinador quais peças, tratamentos e condições ele recebe. A cor sozinha não informa se uma peça pintada, tratada ou contaminada pode seguir junto com madeira sem essas características.

Marrom identifica orgânicos

Marrom é a identificação dos resíduos orgânicos. Em áreas de alimentação, separar restos de alimentos pode facilitar uma rota própria de aproveitamento, quando ela existe. Isso não significa que todo local precise instalar uma lixeira marrom independentemente dos resíduos gerados ou da destinação.

A orientação da Embrapa sobre compostagem ajuda a entender uma possibilidade de tratamento. O que entra no processo depende do sistema utilizado: não presuma que qualquer mistura orgânica será aceita por qualquer composteira.

Reciclável não significa aceito em toda coleta

A reciclabilidade técnica descreve a possibilidade de transformar um material em nova matéria-prima. A aceitação local depende da estrutura de triagem, das condições do resíduo e dos destinos disponíveis. São perguntas diferentes: “existe processo de reciclagem?” e “quem recebe este item aqui?”.

O isopor, ou EPS, ilustra essa diferença. A Prefeitura de São Paulo documentou sua reciclagem e separação. Isso não autoriza concluir que todo serviço brasileiro o recolha, nem que as condições divulgadas naquele momento sejam válidas em qualquer endereço hoje.

Antes de preparar as placas, consulte a prefeitura, a cooperativa ou a empresa contratada. Pergunte quais materiais entram, se devem estar secos, como entregar peças cortantes e quais itens exigem ponto de entrega específico. Registre as respostas na orientação do local.

Uma lata com produto perigoso, por exemplo, não deve ser encaminhada ao fluxo comum apenas por ser metálica. O conteúdo e o histórico de uso também importam. Laranja, branco e roxo identificam fluxos especiais; instalar uma lixeira dessas cores não substitui os procedimentos e requisitos próprios de gerenciamento.

Como separar sem comprometer os materiais

  1. Retire o conteúdo remanescente. Não descarte bebida ou comida junto com a embalagem destinada à reciclagem.
  2. Evite misturar recicláveis secos com orgânicos. Uma caixa de papelão usada para transportar material seco não deve virar recipiente para restos do almoço.
  3. Siga o preparo pedido por quem recolhe. Não existe uma instrução de lavagem que sirva para todo material e operação. Evite gasto desnecessário de água e confirme a exigência local.
  4. Proteja as pessoas que fazem a coleta. Siga a orientação local para acondicionar vidro quebrado e outros cortantes; não os deixe soltos.
  5. Revise os erros que se repetem. Se embalagens plásticas aparecem no azul, ajuste os exemplos e a posição da placa, além de orientar a equipe.

É preciso comprar um conjunto com todas as cores?

O conjunto deve acompanhar os resíduos gerados e os fluxos efetivamente separados. Ter dez recipientes sem destinação definida não torna a coleta mais eficiente.

Segundo a experiência comercial da Uniplasti, plástico, papel e metal estão entre as combinações mais solicitadas. A empresa trabalha com conjuntos de dois a seis coletores e orienta a composição por necessidade. Um local pode precisar de vidro e metal; outro, de papel, plástico e metal. A configuração deve ser confirmada no atendimento.

Não há uma sequência da esquerda para a direita prescrita pela Resolução CONAMA 275. Como escolha de organização, os fluxos mais usados podem ficar em posição mais acessível, desde que nomes, cores e orientação sejam consistentes. Isso é uma decisão prática, não uma nova regra de cores.

A equipe consultiva pode ajudar a relacionar as necessidades às lixeiras de coleta seletiva da Uniplasti. Para dimensionamento e implantação no estabelecimento, consulte também o guia de coleta seletiva para empresas.

WhatsApp E-mail