Picking com BINs: como avaliar a posição na estante
Na separação de pedidos, ou picking, a posição de uma peça precisa combinar com o tamanho do recipiente e com a rotina de retirada. Nas estantes mistas da Uniplasti, existe uma condição que deve entrar nessa escolha desde o início: os BINs menores ficam nas fileiras superiores e os maiores nas inferiores, em uma configuração definida pela estrutura.
Por isso, uma peça retirada muitas vezes ao dia não pode levar à simples troca de um BIN grande de baixo por um pequeno de cima. Antes de escolher o conjunto, vale conferir quais peças serão armazenadas, em que quantidade e como serão acessadas.

O que é fixo em uma estante mista?
Uma estante mista reúne diferentes tamanhos de BIN no mesmo conjunto. Nas configurações Uniplasti, os tamanhos aumentam gradualmente nas fileiras inferiores. A estrutura já é dimensionada para essa disposição: não há opção de inverter livremente os tamanhos, colocando os maiores no alto e os menores embaixo.
Essa configuração define onde cada tamanho de recipiente fica. A distribuição dos códigos de peças precisa respeitar os espaços compatíveis, as medidas e a carga permitida de cada modelo.
Também existem estantes destinadas a um único tamanho de BIN. Ao comparar as estantes para caixas BIN, avalie se a combinação de tamanhos atende às peças da operação ou se há necessidade de mais posições de um mesmo tamanho. A quantidade total de gavetas, sozinha, não responde a essa pergunta.
Uma retirada ocasional e uma tarefa repetida merecem a mesma avaliação?
Nas conversas com nossos clientes, dúvidas sobre alcançar os BINs das fileiras superiores são pouco frequentes. Também não temos relatos recorrentes de dificuldade para alcançar as últimas peças no fundo. Já nas fileiras próximas ao chão, a pessoa precisa abaixar-se para retirar o conteúdo.
Isso ajuda a entender o uso habitual, mas não permite afirmar que toda configuração atende igualmente a todas as pessoas e tarefas. A frequência das retiradas, o peso das peças e as condições reais de acesso precisam entrar na avaliação da operação.
A OSHA, órgão público dos Estados Unidos, descreve em seu material sobre armazenagem de alimentos como posições baixas e altas podem exigir flexão do tronco ou alcance elevado durante a retirada. Essa referência trata de outro contexto de armazenagem; não é um ensaio dos BINs Uniplasti nem define uma altura universal para nossas estantes.
Para o picking de peças, a aplicação prática é observar a tarefa antes de fechar a escolha. Se uma peça exige um BIN maior e será retirada repetidamente nas fileiras inferiores, leve essa condição à comparação dos conjuntos disponíveis. A solução precisa respeitar a configuração do produto e a avaliação da operação, sem improvisar mudanças na estrutura.
A peça no fundo: alcance e visibilidade são questões diferentes
Um BIN quase vazio pode conter uma peça que não aparece para quem olha de lado. Isso não significa, necessariamente, que ela esteja fora do alcance da mão. No atendimento relatado pela Uniplasti, a profundidade dos BINs não aparece como uma dificuldade recorrente para retirar as últimas unidades.
O endereço registrado ajuda a indicar onde procurar: estante, fileira e posição. Para cumprir esse papel, o registro precisa acompanhar as movimentações do estoque. Um saldo no sistema não substitui a conferência quando há divergência entre a informação e o conteúdo físico.
Esse controle é desenvolvido no artigo sobre endereço fixo e posição livre no estoque. Aqui, a decisão é outra: verificar se o recipiente e sua posição são compatíveis com a forma de retirar as peças.
O que levar ao atendimento para dimensionar BINs e estantes?
Nossa orientação começa pelo tamanho da peça. Peças pequenas podem ser atendidas por recipientes menores; peças maiores exigem espaço compatível. Depois, é necessário relacionar esse tamanho à quantidade armazenada e ao fluxo esperado de retirada e reposição.
Para conversar com a equipe comercial, reúna:
- Dimensões e características das peças: o que precisa caber no BIN, incluindo o peso do conteúdo previsto.
- Quantidade por referência: quantas unidades serão mantidas de cada item, para estimar os recipientes necessários.
- Rotina de retirada: quais peças saem com mais frequência e como acontece a reposição.
- Espaço e condições de acesso: onde o conjunto ficará e como as pessoas se aproximarão dele durante o trabalho.
Se a operação está começando, uma estimativa já permite iniciar essa conversa. Identifique o que é previsão e o que vem de uma rotina observada; os números poderão precisar de revisão quando o movimento real ficar conhecido.
A equipe Uniplasti oferece atendimento consultivo por e-mail e WhatsApp para ajudar a comparar as caixas BIN e os conjuntos de estantes com base nessas informações. A avaliação da tarefa e das condições ergonômicas depende da operação do cliente. Assim, a escolha considera tanto as peças que precisam caber quanto a maneira como serão retiradas, respeitando a configuração de cada estante.
